16-Ago.1987 É um domingo triste, embora já não pertencesse ao grupo,
é com consternação que acolhemos a notícia da morte do Simões. Todo o grupo
prestou condolências à família desejando que o nosso amigo descanse em paz. 17-Out.1987 Quase todos nós, aficionados do fado, começamos a
frequentar o Fafe aos sábados à noite. O bacalhau frito e a feijoada em pratos
de barro, não era de mais, mas o convívio de fado era excelente, com o Fafe a
fazer contas (39 e 9 e 9) estava sempre certo... A simpatia era relevante e a
malta gostava do convívio. 08-Dez.1987 Termina o 2º ano da caixa da “Cambada”. O movimento subiu
para 2.284.180$00, com levantamentos na ordem dos 1.636.000$00. Na distribuição
de lucros vai calhar a cada um: 16.436$00. O grupo vai bem e recomenda-se,
tanto que os pedidos para novas entradas são enormes. 11-Dez.1987 Começa o 3º ano da caixa da “Cambada” e novas alterações
de sócios acontecem, saem: Chico e Gil, Conceição (esposa do Toni candeeiros),
juntamente com o casal Arménio. Entram: Lima e Morais, Celeste (cunhada do
Gonçalves), Beta do café Bem Amado e a Marta (filha do Gonçalves). 17-Dez.1987 A Adega D. Fafe, faz uma homenagem aos seus clientes e
entrega ao grupo uma medalha para comemorar a nossa assídua presença, estamos
no Natal de 1987. 05-Mar.1988 Sai para a rua o 1º Rali da Cambada. Os 6 carros ficam
assim distribuídos por sorteio, os pilotos e os penduras: Carro nº1 – Carlos e Arnaldo Carro nº2 – Ascensão e Morais Carro nº3 – Jaime e Lima Carro nº4 – Toni e Edgar Carro nº5 – Franklim e Gonçalves Carro nº6 – Sousa e Miguel O Manuel organiza com a ajuda do Alfredo. O Carlos por indisposição súbita desiste e o Arnaldo vai
ter que convidar o Pereira para piloto, e assim o carro nº1 está presente no
Rali. O Toni vai ter que ir a um casamento de “repente” e o Edgar convida o
Jorge para piloto e o carro nº4 também não desiste. Num memorável jantar com fados, onde o Zé Nunes e o
Hipólito Novais são os tocadores, vão estar presentes o Lima Querido, José
Ferreira, Joaquim Lopes, Rosa Cruz e o Joaquim Duarte, assim como o fadista
privativo do grupo o Manuel Gonçalves. É oferecido um prato ao restaurante “O
Monge”, para perpetuar o acontecimento. A Carolina ganha um prémio extra por
ter escrito em menos tempo, os títulos de 29 telenovelas. Ao fim são entregues
os prémios do Rali e a classificação ficou assim: 1º Lugar – Franklim e Gonçalves com 160 pontos 2º Lugar – Jaime e Lima com 350 pontos 3º Lugar – Ascensão e Morais com 420 pontos 4º Lugar – Pereira e Arnaldo com 440 pontos 5º Lugar – Sousa e Miguel com 480 pontos 6º Lugar – Jorge e Edgar com 560 pontos Dos 45 lugares à mesa, (onde o Carlos já melhor da
indisposição que o afectou, não faltou), fazem parte os familiares dos
concorrentes e ainda a Beta, as filhas do Futuro e do Jorge. 13-Mar.1988 A Cambada vai ao fado à Adega D. Fafe e oferece à casa um
prato do grupo. A gerência retribui com uma placa de bronze em homenagem à
presença cada vez mais assídua do grupo. 09-Jul.1988 Os amigos do Fado vão a um inesquecível almoço com fados
ao “Moreira” a Penafiel. Vamos 27 amigos e convidados, assim: Manuel – Gerardo – Carlos Alberto – José Carlos Alípio – Zeferino
– Miguel – Sousa – Edgar – Morais Pereira – Gonçalves – Alcídio – Mário –
Alfredo Jaime – Santos – Alberto Sousa – Manuel Sousa – Aristides – Lino –
Joaquim Miranda (viola) David Silva (guitarra) – Joaquim Duarte (fadista) Paulo
Borges (fadista) – Lourenço Carvalho (fadista) Chico Lisboa (fadista). Foi
muito divertido, desde o Rancho Folclórico que o Paulo descortinou, até ao
poema que um cliente da “Torralta”, nos ofereceu. Foi descerrado mais um prato
para a colecção do “Moreira”, mas desta vez, só o Gonçalves pôs o pé no lago
por acidente. 04-Set.1988 A Cambada organiza um passeio ás “Tetas da Onça” na
Pateira de Fermentelos com amigos e familiares. Somos 50 e enchemos uma
camioneta da Agência Terra Nova. A Graça (guia excursionista) vai connosco e os
componentes são: Carlos – Maria – Laurinda – Pedro – Maria Rosa Manuel – Olga – Helena – Modesta Sousa – Ermelinda – Jorge – Manuela – Fernando Gonçalves – Carolina – Sílvio – Marta Jaime – Fernanda – Cláudia – Marta Edgar – Nídia – Leonel Arnaldo – Amélia – Miguel – Joana Miguel – Fernanda – Maria João – Joana Lima – Ricardina – Bruno Ascensão – Teresa – Marta – Ricardo Pereira – Irene – Isabel – Ricardo Beta – Ana Mesquita Carlos Fafe – Carminda Fernando Lima – Amélia Lima E ainda o Zeferino e a esposa Dona Antónia, que foram ter
connosco em transporte privado. Houve Folclore durante o almoço e festa prosseguiu pela
tarde dentro. Ausentes: Morais – Franklim – Celeste – Tony Gastou-se: 45 Adultos X 2.700$00 = 121.500$00 5 Crianças X 1.350$00 =6.750$00 Total: 128.250$00
10-Set. 1988 Convívio com convite feito a todos os que passaram pelo
grupo ao longo destes dez anos. Efectuado no restaurante Sheik, com um
copo-de-água onde foram distribuídas medalhas comemorativas a todos os
presentes. 29-Nov.1991 Encerra o 6º ano da caixa da
Cambada. Teve um movimento crescente de 8.608.450$00 de entradas e
6.727.000$00. A divisão de lucros teve a importância de 36.150$00 a cada sócio. 06-Dez.1991 Recomeça novo ano da Cambada, o
7º. Este ano vai haver alterações importantes, é criada uma lista de 19 sócios
suplentes. A ideia é cotizarem só com o objectivo de fazerem parte do passeio
anual do grupo, além de poderem fazer o seu cofre com o mesmo objectivo. São
eles: Natália, Ricardo e Joana (*) (esposa e filhos do Franklim), Helena,
Teixeira, Madalena e Gualter e ainda Tânia (Filhas, Nora e genro e neta do
Manuel), Zita e Pedro (Namorada e filha do Carlos), Mª João e Rita (filhas do
Miguel), Ricardina e Bruno (esposa e filho do Lima), Isabel e Ricardo (filhos
do Pereira), Hugo (filho do Duarte), Ana Mesquita e Júlio (pais da Beta).
Quanto aos sócios, saem o Serrão e a Celeste e entram a Ondina (esposa do
Duarte) e a Modesta (filha do Manuel). (*) Estes 3 sócios suplentes,
mais o sócio efectivo Franklim não vão estar presentes nos passeios. 14-Dez.1991 A Cambada organiza neste dia,
para comemorar o 6º aniversário do grupo, um jantar com fados no Solar de
Grijó. Só 5 casais vão estar presentes: Manuel / Olga; Sousa / Ermelinda;
Carlos / Maria; Pereira / Irene; Duarte / Ondina. Vão ainda mais 7 casais como
acompanhantes: Irmão do Sousa e esposa; Manuel Soares / Isilda; Ferreira /
Teresa; Teixeira / Helena; Toni / Madalena; Zé Futuro / Rosa; Zeferino /
Antónia. O Elenco é muito agradável de ouvir, pois faz parte o Carlos Reis,
Margarida Lima, Rosina Andrade e o António Passos, além dos “nossos” fadistas
Gonçalves e Duarte… 10-Fev.1992 Funeral do pai do Pereira, o
grupo oferece uma coroa de condolências. 06-Set.1992 A Cambada organiza o seu passeio
anual ao Solar do Casarão em
Santa Marinha do Zêzere. Todos os sócios depois de pago o
passeio, ainda recebem 2.000$00 cada um para esse dia. Depois de passar pela
Régua, almoça-se no Casarão e passa-se uma bela tarde a dançar e na piscina.
São distribuídos pelos sócios, chávenas e cinzeiros com o logótipo do grupo. Ao
fim da tarde ainda passamos pelo famoso Quilowatt em Amarante para a merenda. 06-Out.1992 Vamos a um passeio “Terra-Mar”,
com almoço no Coelho e Mariscada em Matosinhos. Gastamos: Café Silveira:
640$00 Quilowatt: 7.700$00 Cabrito no Coelho: 64.000$00 Marisqueira: 62.000$00 Total: 134.340$00 Foram: Carlos, Sousa,
Manuel, Morais, Edgar, Miguel, Pereira, Gonçalves,
Duarte, Fernando, Mota, Carlos Alberto, Sílvio, Jorge Lima, Teixeira, Arnaldo,
Toni (amigo do Mota). Os sublinhados tinham estado 15 dias antes no Coelho para
marcar o almoço e acabaram nas festas de S. Gens na Lixa até ás tantas, com os
donos do Café Silveira em momentos inesquecíveis. O Carlos Alberto fica nu em
plena estrada de Amarante, troca de roupa depois de “uma” monumental bebedeira.
Por sorte o amigo do Mota traz um fato de treino no carro. Vamos levá-lo a casa
e o Pereira leva-lhe o carro à ida paraa mariscada em Matosinhos. 04-Dez.1992 Termina mais um ano da Cambada.
As entradas são de 7.169.000$00, as saídas de 5.236.800$00. Quanto à
distribuição dos lucros chega aos 32.150$00. A partir desta data vai haver um
interregno na caixa que tem em vista grandes alterações.
11-Jun.1993 São apresentados novos estatutos
que têm em vista o não recebimento dos lucros no final do ano, para se juntar
verba suficiente para um passeio de 3 dias. Não há acordo total com os novos
estatutos, só 20 sócios aderiram a eles, sendo eles: Duarte e Ondina * Teixeira e
Helena * Morais e Ana * Carlos e Maria * Lima e Ricardina * Arnaldo e Amélia *
Sousa e Ermelinda * Fernando e Manuela * Manuel e Olga * Pereira e Irene. Fica no ar um certo
desentendimento que mais tarde se vem a concretizar. 07-Dez.1993 O Grupo oferece uma prenda de
casamento à filha do Sousa no valor de 9.000$00 18-Dez.1993 Termina o último ano da caixa da
Cambada, depois de votação para a não distribuição dos lucros em conformidade
com o aprovado pelos estatutos, onde se previam fases sucessivas da caixa. Esta
votação culminou com a saída do José Carlos e do Sousa. A Cambada desmoronou-se
de vez com esta cisão e o grupo divide-se em dois. Sem ressentimentos
entre os amigos de longa data, estava aberto o caminho para o nascimento de
dois grupos com ideias diferentes. É distribuído nesta data 384.250$00
(conforme contas apresentadas pelo tesoureiro José Carlos), pelos 20 sócios
existentes. 7-Jan.1994 Depois da cisão já referida,
nascem dois grupos distintos neste dia: o “CRAC” – Clube Recreativo, Amizade e
Convívio e “Os Pioneiros”. Nos seus estatutos quase idênticos no que concerne a
cotas, jóia, etc., tinham no entanto uma grande diferença nos seus objectivos,
enquanto o primeiro tinha como preocupação principal os convívios recreativos,
ou actividades culturais que visassem o bem-estar e a vontade dos seus sócios.
O segundo focava a sua atenção principal, apenas nos lucros acumulados durante
o ano e posterior distribuição. Porém, enquanto o “Crac” tentava levar a suas
ideias avante com apenas 12 sócios: Manuel – Olga - Pereira – Irene – Morais –
Ana – Arnaldo – Amélia - Lima – Ricardina – Duarte – Ondina. “Os Pioneiros” registavam 30 sócios inscritos
nos seus cadernos, com o Carlos, o Sousa e o Ascensão à frente. 24-Abr.1994 Como prova, de que embora com
ideias diferentes os dois grupos coexistiam, o “CRAC” leva a efeito nesta data,
um evento que pretendia demonstrar isso mesmo. Organiza um almoço com fados no
“Moreira” em Penafiel e convida “Os Pioneiros” a estarem presentes. O almoço e
a tarde desse dia redundou-se num êxito, estão presentes 60 pessoas entre
casais amigos, fadistas e tocadores, são eles: Rosa / António Passos – Lídia /
António Tavares Linda / Zé Ferreira – Ondina /
Joaquim Duarte Dina / Aurísio Gomes – Zeza /
Lourenço Carvalho Carolina / Manuel Gonçalves –
Gaspar Gomes David Ferreira e Hipólito Novais
(guitarras), ainda: Olga / Manuel Carvalho – Helena e
Mário Teixeira Irene / António Pereira –
Ricardina / Manuel Lima Ana / Aurélio Morais – Amélia /
Arnaldo França Fernanda /Jaime Pereira – Maria /
António Mota Armanda / Joaquim Lima – Júlia /
António Castro Natália / Miguel Castro – Fátima
/ Custódio Castro Nídia / Edgar Almeida – Teresa /
Manuel Ascensão Natália /Américo Brandão –
Ermelinda /A. Sousa Maria / José Carlos – Amélia /
Manuel Sousa Ana / António Moreira – Rosa /
José Epifânio Berta / Afonso Peixoto / Modesta
Carvalho 25-Jun.1994 São abertas as inscrições para o
1º Rali do Crac, depois de convite feito a alguns amigos, no entanto, pelo
número das mesmas não ser suficiente, este rali não se chega a realizar. O
descontentamento vai crescendo no seio do grupo. O Morais não aparece, só 5
amigos se vão juntando e o inconstante Pereira entra para sócio dos
“Pioneiros”. 4-Jul.1994 Termina a caixa do Crac. Nesta
data é feita a distribuição dos lucros e saldada a caixa. Há um débito de dois
sócios no valor de 19.410$00, vão ficar a dever 1.941$00 a cada um dos 10
outros sócios. Mesmo assim, houve de entradas nestes cinco meses e meio
672.640$00, com saídas de 399.000$00. A divisão foi de 26.200$00 a cada sócio.
E assim terminou o sonho efémero do Crac, com a culpa principal para este
descalabro do próprio que mais incentivou e que contribui meses antes para a
dissolução da Cambada, ficando ainda em débito com os restantes sócios. Entretanto “Os Pioneiros”, que se
organizam no café Lago Azul, vão de vento em popa. 27-Jul.1995 Quatro amigos de sempre,
juntamente com as suas companheiras, fazem um passeio de desagravo à Penha em Guimarães. Carlos,
Sousa, Miguel e Manuel, gastam 27.030$00 num almoço e lanche em Sto. Tirso. 14-Abr.1997 Desaparece um dos nossos maiores amigos, o Edgar parte
para sempre do nosso seio, a dor é grande. Paz à sua alma e até qualquer dia
amigo! 20-Jun.1997 Um grupo de 4 amigos que nunca deixaram de se encontrar
ao fim-de-semana, para um copo e uma sueca, organizam um torneio no Feliz em
Ardegães, são o Carlos, Pereira, Sousa e o Manuel. Deram a este pequeno grupo o
nome de “Os Mesmos”. Neste dia o Manuel apresenta a proposta de os quatro
cotizarem 1.000$00 por semana, para poderem estar presentes com as esposas na
Expo’98 no próximo ano. A ideia foi prontamente aceite, pois era prevista uma
enchente nos hotéis, que não eram nada acessíveis às nossas bolsas. 13-Jun.1998 Foram feitas as contas finais, tínhamos 52.000$00 cada
casal, para viajar até Lisboa e passa lá dois dias a visitar a Exp’98. Mas…
Sousa, Carlos e Pereira não vão querer ir, preferem antes gastar o dinheiro num
passeio ao Minho. Apenas o Manuel quer muito ir à Exposição Mundial de Lisboa.
Depois da divisão feita, parte cada um para seu lado. Definitivamente o grupo
(os Mesmos) acaba. 04-Ago.1998 É
sepultado em Ermesinde o Tony (trolha) como lhe chamamos. Mais um amigo que se
vai... Sempre prestável e amigo do seu amigo. Até sempre Tony 05-Ago.1998 O Pereira e o Manuel vão representar o resto do grupo
(agora inexistente), nas bodas de ouro do Moreira em Penafiel, honrando o
convite feito anos antes. Pagam do seu bolso, a prenda, fadistas e tocadores
para fazerem fado na boda como estava prometido. É mesmo o fim… 25-Mai. 2001 O Manuel e o Carlos vão neste dia ao funeral de mais um
amigo, partiu o Lima Querido
25-Ago. 2003
O Manuel organiza um Passeio Mistério á cidade do Porto,
fazem parte o José Carlos, Pereira, Sousa e Alfredo, com as respectivas
esposas. O Passeio agradável com visita a lugares inesquecíveis da cidade. Tiraram-se
fotos e o almoço foi no “Carpa” em V.N. Gaia.
11-Dez.2004 Deste aglomerado de gente que durante anos deu vida a
alguns grupos, apenas (e ainda bem), existe a caixa “Os Pioneiros” com quase 11
anos de vida. Com certeza teve os seus revezes, mas o que importa é
continuar a juntar à sua volta um grupo coeso de boa gente, e que consiga
contribuir para melhorar os seus dias, nesta vida insípida e já de si difícil
de levar. Hoje sábado, soube que foram todos comemorar até ao
“Moreira”, que todo corra bem são os meus desejos, fica em mim esta saudade
desses tempos e um pouquinho de frustração, por não saber fazer amigos, ou não
eram meus amigos? Que a amizade nunca seja uma palavra vã, são os meus
votos sinceros. Entretanto
parte alguns amigos 17 de
Fevereiro de 2007, Ermelinda a esposa do Sousa 26 de
Dezembro de 2013, José Carlos Em Dezembro
de 2016, termina de vez os Pioneiros 11 de
Novembro de 2018, Manuel Gonçalves 4 de Setembro
de 2020, Maria a esposa do José Carlos